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Não existe nenhuma evidência oficial sobre a verdadeira origem do café. Porém, várias lendas foram criadas a respeito e uma das mais divulgadas atribui a descoberta da planta ao pastor Kaldi, habitante da antiga Absínia, atualmente Etiópia, há cerca de mil anos atrás. O nome café é originário da palavra árabe qahwa, cujo significado é vinho. Por esse motivo, era conhecido como o "vinho da Arábia", quando surgiu na Europa no século XIV.
No Brasil, o café chegou em 1722, na cidade de Belém. Pelas mãos dos colonizadores, o café chegou ao Suriname, em São Domingos, em Cuba, em Porto Rico e nas Guianas. Nessa época, o produto já possuía um grande valor comercial. Com as condições geográficas e climáticas ideais, em pouco tempo o café estabeleceu um novo ciclo econômico no País. Aproveitando-se da crise gerada no Haiti pela guerra de independência contra a França, e principal produtor de café na época, o Brasil passou a ocupar um novo posicionamento na exportação mundial do produto. Por mais de um século o café foi a grande riqueza brasileira, com suas divisas gerando benefícios para todo o País. A cultura do produto ocupou vales e montanhas, possibilitando o surgimento de cidades e a dinamização de importantes centros. Ferrovias foram construídas para permitir o escoamento da produção, substituindo o transporte animal e impulsionando o comércio inter-regional de outras importantes mercadorias. O café trouxe grandes contingentes de imigrantes, consolidou a expansão da classe média, a diversificação de investimentos e, até mesmo, intensificou movimentos culturais. Em 1870, uma grande geada atingiu em cheio as plantações do oeste paulista, causando prejuízos incalculáveis à produção do café. A crise demorou a ser contornada e, em 1929, a quebra da Bolsa de Nova Iorque deu mais um forte golpe para a estabilidade da economia cafeeira. Mesmo assim, após alguns anos de dura recuperação, o café retomou seu importante papel na economia brasileira. Apesar de perder mercado para outros países produtores, o Brasil é atualmente o maior produtor do mundo, sendo responsável por cerca de 32% do mercado internacional.
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